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Gárgula
Vives na ilusão de viver,
vives na ilusão de querer
Óh Gárgula em que te tornaste!
Tu que o Mundo dos Mortais desafiaste,
com o desejo de sempre viver,
de sempre existir!
Tu que habitas em meus sonhos,
que os queres controlar,
nada do que faças, dará para agora me encontrar.
Tu que te amaldiçoaste
para me ver,
tu que te amaldiçoaste
para me ter,
cometeste o erro de tentar á noite viver.
O que fizeste, de nada adiantou,
e só uma coisa mudou:
Agora és servo da noite,
já não me podes ajudar,
já não me podes proteger.
Tu agora pedra és,
não me consegues tocar,
não me podes sentir,
não me podes amar
e sequer lembrar,
que tu dia me fizeste para ti existir...
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